Entreguei acima do esperado… e não fui promovida. Como ter essa conversa com seu chefe sem sair menor do que entrou.

Este post dá continuidade à minha série sobre carreira, onde falamos sem romantizar o mundo corporativo: Entrega é pré-requisito — não garantia de promoção.

Você vai entender por que trabalhar bem não basta — e o que fazer para transformar entrega em visibilidade, e visibilidade em movimento real de carreira.

E vai sair desse artigo sabendo o que perguntar, como se posicionar e como transformar frustração em plano de crescimento real de forma estratégica, madura e sem pedir licença para querer crescer.

Se entrega excelente garantisse promoção, o mundo corporativo seria um musical da meritocracia. Spoiler: não é.

Você bateu meta, segurou crise, assumiu responsabilidades que nem estavam no seu cargo — e, ainda assim, ouviu algo como:

“Você é incrível, mas ainda não é o momento.”

Antes de internalizar isso como falha pessoal, vale olhar para os fatos.

O que os dados mostram (e ninguém fala na reunião):

Segundo oWomen in the Workplace 2023 (McKinsey & Lean In), mulheres continuam sendo menos promovidas no primeiro degrau para liderança, mesmo com performance equivalente ou superior.

Já a Harvard Business Review (2022) aponta que decisões de promoção são fortemente influenciadas por percepção de liderança, influência e visibilidade, não apenas por entrega técnica.

Tradução simultânea: Trabalhar bem é pré-requisito. Não é diferencial.

Onde muitas mulheres escorregam nessa conversa

Elas chegam com um dossiê de esforço:

“Fiz isso, isso e aquilo… trabalhei muito…”

E o gestor, mesmo bem-intencionado, escuta outra coisa:

“Ela executa muito bem — exatamente onde está.”

O tiro sai pela culatra.

Como mudar o tom da conversa (e o lugar que você ocupa)

Essa conversa não é sobre reconhecimento emocional.

É sobre critérios objetivos de progressão.

Experimente perguntas como:

  • “O que diferencia quem foi promovido de quem ainda não foi?”
  • “Quais comportamentos você associa a alguém pronto para o próximo nível?”
  • “O que, na sua visão, eu preciso demonstrar de forma mais visível?”

Isso faz algo poderoso: Transforma frustração em plano estratégico.

O ponto que ninguém te contou

Se você só é vista como “a confiável”, “a que resolve”, “a operacional impecável”, pode estar pagando o preço da competência silenciosa.

E aqui vai a ironia cruel do mundo corporativo:

Quem só executa bem… vira indispensável exatamente onde está.

Quanto melhor você segura tudo sozinha, menos urgência o sistema sente de te mover.

Promoção não é prêmio. É decisão política.

E decisões políticas exigem:

  • Clareza de posicionamento.
  • Comunicação estratégica.
  • Alinhamento de expectativas com liderança.
  • E uma narrativa profissional bem construída (não, isso não é autopromoção barata).
  • Ambição  clara, não presumida.
  • Sua narrativa profissional esteja alinhada com o que a empresa valoriza.

A boa notícia: isso é treinável.

Se você sente que entrega muito e avança pouco, talvez o problema não seja falta de capacidade — e sim falta de estratégia.

Porque competência é o começo. Crescimento é uma construção consciente.

E se precisar da minha ajuda para esse passo em sua carreira, conte comigo!

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